O Fim do Limbo (3)

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O Limbo descrito por Dante Alighieri corresponde à primeira região do reino mineral submerso, mundo inferior ou infernus, lugar onde habitam as crianças não batizadas (limbus puerorum) junto com os adultos pagãos (limbus patrum) que, ou viveram antes da vinda de Cristo, ou viveram depois mas eram virtuosos o suficiente para não descer ainda mais.

Entre os grandes personagens que Dante encontra neste local estão Sócrates, Aristóteles, Homero, Ovídio, Hipócrates, Galeno, Avicenna e Saladino. Além destes, Dante fica sabendo através de Virgílio, seu guia, que ali também estiveram Adão, Abel, Moisés, Noé e Davi.

Os últimos importantes personagens do Antigo Testamento citados acima participaram, no Limbo, de um acontecimento extraordinário: a Descida ao Inferno. É quando Cristo, após sua Morte na Cruz, desce ao Inferno para levar consigo aos Céus os Santos que morreram antes da Crucificação.

O conhecimento da Descida ao Inferno é de grande importância para o gnosticismo, pois trata-se de um paralelismo simbólico com o conteúdo do livro de Pistis Sophia, onde Cristo desce ao Caos e resgata Pistis Sophia, recolocando-a em seu lugar de origem, o décimo-terceiro Aeon.

Evento – Corupá

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Depois de longas caminhadas, chegamos em Curitiba novamente…

Água e mais Água

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Profetas, Médiuns e Adeptos

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O Profeta, novo folhetim global que teve estréia nesta semana, traz a história de um jovem com poderes especiais, que permitem conhecer o futuro, sendo por isso classificado na novela como médium.

Pessoas com poderes ou faculdades da alma, tais como clarividência, telepatia, intuição, entre outros, sempre exerceram fascínio sobre a humanidade. Pelo comum são classificados como médiuns, uma generalização à qual temos que nos opor por não corresponder exatamente ao todo da questão.

Existem várias pessoas dotadas destas faculdades, e estas diferem por serem ou não conscientes das mesmas. Daí existem, segundo Samael Aun Weor, “o médium e o mediador. O médium é negativo e o mediador positivo” (Curso Esotérico de Cabala, Arcano VI).

O caráter negativo do médium é a inconsciência que acompanha suas experiências: geralmente transes dos quais restam pouca ou nenhuma recordação, e que podem ser entendidos como casos de obsessão psíquica.

Já o mediador é capaz de receber, de forma consciente, “mensagens dos mundos superiores” (Ibid). O mediador é o Bodhisattwa de algum Grande Mestre, os quais “sabem ditar mensagens com os lábios de seus Boddhisattwas. As pessoas não entendem e confundem os mediadores com os simples médiuns do espiritismo” (Ibid).

O Boddhisattwa citado neste caso é o mesmo Adepto mecionado por Helena Blavatsky, quem já teve sua capacidade de comunicar-se com os Mestres confundida com mediunidade.

Sobre a diferença entre os dois casos a autora afirma: “O médium é diametralmente oposto ao Adepto, pois enquanto o primeiro é instrumento passivo e inconsciente de toda classe entidades astrais negativas que se encontram ao seu redor, o Adepto é ativo, exercendo seu poder sobre si mesmo e sobre os poderes inferiores” (Ísis Sem Véu, II, p. 588).

Certamente o assunto dos poderes sobrenaturais se tornará ainda mais popular por estes dias, devido não só à temática da novela das 6, como também às famosas previsões do alegado profeta brasileiro Jucelino da Luz.

O Fim do Limbo (2)

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A concepção do Limbo como um lugar alternativo entre Céu e Inferno tem sua origem numa discussão medieval sobre o “livre arbítrio”. Os personagens centrais desta discussão são o gnóstico Santo Agostinho e Pelagius, um dos primeiros monges ascetas da história do Cristianismo.

Pelagius era um indivíduo muito culto e educado, fluente tanto em Grego quanto em Latim, e profundo conhecedor de Teologia. Levava uma vida de recolhimento e ascetismo. Quando chamado à falar em público, sabia ser persuasivo como poucos.

Pelagius propunha que o ser humano poderia alcançar a salvação a partir apenas de seus próprios esforços, sem ter que esperar pela ação da Graça Divina, considerada por ele como mecanicista. Uma vez que as crianças não-batizadas não teriam possibilidade de alcançar a salvação por seus próprios esforços – por motivos óbvios – Pelagius propôs a existência de um local intermediário entre o Céu e o Inferno que abrigaria os inocentes.

Esta concepção foi considerada heresia por diversos Concílios, mas até 1960 era ensinada pelos catequistas católicos. Vale lembrar que Dante Alighieri relata a existência conciliadora do Limbo, um lugar do Inferno, onde não há sofrimento; apenas lamento.

O Fim do Limbo (1)

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Recentemente, Bento XVI recebeu da Comissão Teológica Internacional da Igreja Católica, relatório parcial contendo as discussões de dita comissão sobre o Limbo. A idéia, que foi sugerida por seu antecessor, João Paulo II, é acabar de vez com o Limbo, descrito pelo catolicismo como um “lugar intermediário para onde vão (realmente) as almas das crianças não batizadas”.

Desta forma, haveria um retorno ao ortodoxismo que remonta à Santo Agostinho, onde encontramos que as almas dos não-batizados – crianças ou não – vão mesmo para o Inferno.

Ao que parece, a decisão foi adiada por não apresentar uma solução convincente sobre o destino de tais almas. Alguns representantes da Comissão Teológica opinam que resta à fé católica romana seguir a idéia vigente no catecismo oficial da Igreja Católica, editado em 1992 e que confia as almas dos não-batizados à “misericórdia divina”.

Lutemos

>Coluna: Luciane Brum 3 Comentários »

Um brilho intenso que desponta em um horizonte desconhecido.

Um vento que sopra em árvores “toca-céus”, levando folhas de esperanças a um vale qualquer, onde os risos se apagaram pelos malditos dogmas, crenças e pseudo salvações.

Por sorte sempre há o rufar dos tambores de Ares, anunciando a destruição dos aprisionadores de deuses.

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Crowley, Samael, Osho – Homens e idéias

>Coluna: Cristiano A. Moretti 15 Comentários »

Aleister Crowley, Samael Aun Weor e Osho… estas três figuras servem bem para ilustrar dois grandes problemas muito comuns entre os estudantes do esoterismo.

O primeiro é a idéia pré-concebida sem qualquer conhecimento. São, realmente, muitos os que tecem críticas fortíssimas a Samael, a Osho e a Crowley, tachando-os com termos dos mais depreciativos, condenando sua obra, sua vida e os que admitem gostar de seus textos. Criticam, criticam e criticam mas nunca leram sequer uma linha do que foi escrito por estes professores. Difamam, proliferam boatos e mitos, condenam sem sequer saber o que estão condenando ou criticando. Baseiam-se na opinião de outros, nas histórias que ouviram e no que é “sabido por todos”. Esses que criticam sem conhecer são ou fanáticos cegos que só admitem os dogmas de sua corrente ou são grandes preguiçosos que não se dão nem ao trabalho de conhecer com alguma profundidade a obra que tanto odeiam. E assim se perpetuam os boatos, o preconceito e a ignorância.

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Pensamentos e Emoções: As ondas e o oceano

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Oceano

Quando as pessoas começam a meditar, sempre dizem que seus pensamentos estão desenfreados e tornam-se mais agitados do que nunca. Mas devemos nos tranqüilizar pois esse é um bom sinal. Longe de significar que seus pensamentos estão muito agitados, isso mostra que ficamos mais tranqüilos e estamos finalmente conscientes do quão ruidosos são nossos pensamentos e sempre foram. Não devemos nos desencorajar ou desistir. O que quer que surja, apenas mantenhamo-nos presentes e continuemos voltando-nos para a nossa respiração, mesmo no meio da maior confusão (…).

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Destaque: Curso de Magia

Cursos 3 Comentários »
  • Instrutor: Cristiano Alexandre Moretti
  • Período: 09/10 a 30/10 – as Segundas Feiras.
  • Inscrições até: 06/10
  • Investimento: R$40,00
  • Descrição:

Magia é a ciência que opera com os elementos ocultos da natureza. Este conhecimento é tão antigo quanto o próprio homem. A Magia fez sentir seu resplendor entre os Medos, na antiga Pérsia, sendo que o termo deriva de um dos altos sacerdotes Zoroastrianos, chamado Magus.

Costuma-se dividir a Magia em Branca e Negra. Contudo, a linha que separa as duas vertentes é muito discreta e, para o leigo, imperceptível. Por isso, foi na Idade Média que a Magia passou a ser perseguida, especialmente pela Igreja Católica, no famoso evento da Inquisição. Ainda que a primeira visita que o recém-nascido Jesus recebera em Belém tenha sido de 3 Reis Magos.

No latim, o termo magia corresponde à palavra sortiarius, que significa “aquele que influencia o destino”. Muitos foram os lendários personagens que praticaram a Magia, entre eles: Lucio Apuleio, o frei dominicano Alberto Magno, Eliphas Levi e Samael Aun Weor.

Neste curso estudaremos as raízes e os desdobramentos da Arte Mágica, aprenderemos os fundamentos da Magia Branca e aplicaremos seus instrumentos práticos mais elementares com o intuito de fortalecer a consciência e caminhar rumo ao seu despertar.

A Essência e o Ego

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Quando alguma situação desesperadora – ou de extremo significado – ocorre em nossas vidas é que percebemos, nos damos conta, de que possuímos uma parte espiritual, ou seja, que somos filhos disto que chamam “Deus”. Nestes precisos momentos é que nos pomos, com toda nossa fé, em contato com esta magnífica força. Apenas quem já viveu, já experimentou estas situações, o sabe. Logo, nossa parte sublime, espiritual está alheia a toda classe de intelectualismos, dúvidas, questionamentos, provas, contestações, etc.

Nossa parte divina nos permite a vida, e esta deve então ser vivida em sua totalidade. À esta parte, à este reflexo de Deus que possuímos em nosso interior, denominamos Essência.

Ao analisarmos o significado das palavras, se prestarmos a devida atenção, muito aprenderemos. Aquilo que é mais importante em alguma coisa, aquilo que não pode faltar jamais, aquilo que é o indispensável, denominamos Essencial… Fica claro que a palavra Essencial deriva da palavra Essência. Muito óbvio então que o importante, o indispensável, é cultivar nossa parte espiritual, ou seja, nossa Essência.

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