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A Cabala e as Celebridades

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Nos últimos anos, muitas celebridades têm aderido à Cabala como opção de espiritualidade. A mais famosa delas é certamente Madonna, a cantora que plasmou sua admiração por esta doutrina em ao menos dois de seus mais recentes álbuns. Entre muitos outros famosos que estão hoje relacionados à Cabala, encontramos o ator Ashton Kutcher, a atriz Demi Moore, o jogador de futebol David Beckham, o cineasta Guy Ritchie e a cantora Britney Spears.

Diante da adesão em massa de astros e estrelas a esta corrente espiritualista, é natural que tenham surgido questões a respeito da natureza do interesse de personalidades de grande expressão na mídia pela Cabala. Afinal, a experiência mostra que, no mundo das celebridades, é difícil discernir entre o interesse pessoal verdadeiro e o oportunismo midiático, capaz de reverter qualquer banalidade em preciosos momentos de exposição pública.

Muito do que é feito e dito por pessoas famosas possui como fundamento exclusivo a necessidade de exposição e autopromoção, de modo que suas carreiras ganhem novo fôlego. Se isto ocorre de modo corriqueiro em relação a casamentos, divórcios, brigas, escândalos, revelações bombásticas, viagens e aquisições de bens, o que poderia ser dito então no tocante à opção religiosa ou espiritual?

É por isto que até mesmo a própria Cabala acabou maculada pela onda de famosos que resolveram adotá-la como prática espiritual. E isto não foi nada difícil, já que a maioria das celebridades resolveu frequentar o Kabbalah Center do rabino Yehuda Berg, com mais de 50 centros em funcionamento pelo mundo, e que costuma ser criticado por oferecer mais comercialização do que iluminação. Ali, a leitura do Zohar ganha a companhia da venda de pedras, velas, braceletes e água consagrada capaz de limpar a alma, tudo a preços nada módicos.

De qualquer maneira, é bem possível que mais além das urgências promocionais exista um fundamento razoável para o interesse das celebridades pela Cabala. É o próprio Yehuda Berg quem explica que as celebridades se sentem atraídas por esta doutrina porque são pessoas que já alcançaram grande sucesso material, tendo chegado a um momento em suas vidas no qual se perguntam: “E agora?”

Em termos materiais, trata-se de pessoas que já fizeram ou tiveram a oportunidade de realizar quase tudo. E tudo isso a custo de uma dedicação profissional extrema, tão intensa que costuma invariavelmente conduzí-los ao estresse, ao desajuste de comportamento e à dependência de álcool ou drogas. No meio em que vivem, seus egos são como balões infláveis, e as exposições públicas são como o ar que os fazem crescer até o limite. Como se sabe, o ego traz apenas a ilusão da felicidade; sua face real é terrível, e o sofrimento é uma consequência inevitável.

Assim, não se pode duvidar da existência de uma busca autêntica pelos ensinamentos da Cabala, já que esta oferece ao indivíduo - não importa o tamanho do seu ego – a possibilidade de entender a sua relação com a divindade, além de visualizar um caminho de realização espiritual diverso e não tão reacionário quanto aquele oferecido pelas diversas vertentes do cristianismo atual. Enfim, a Cabala pode trazer a oportunidade de elaborar uma resposta àquela pergunta: “E agora?”.

A Deusa Ártemis e a Magia Elemental da Artemísia

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Além da importância cosmológica e esotérica que a Sexta-feira Santa possui para os cristãos e os gnósticos, outro fator desperta o interesse por esta data especial. É nela, exatamente às 12:00hs do dia, que se realiza a Magia da Artemísia; a artemísia é uma planta simples mas de grande poder mágico, que não por acaso carrega em seu nome a referência explícita a uma das mais influentes divindades gregas, a deusa Ártemis.

Ártemis é uma das divindades mais reverenciadas de toda a antiguidade. Seus cultos eram realizados por toda a Grécia Antiga e muitas civilizações do passado contavam em seus mitos e religiões com deusas que desempenhavam papel semelhante ao de Ártemis. Dentre os cultos gregos dedicados à Ártemis, um dos maiores e mais significativos era realizado na penísula de Ática, na enseada de Brauron. A cada quatro anos, jovens meninas atenienses selecionadas dentre famílias nobres peregrinavam de Atenas até Brauron, onde passavam por um ritual de iniciação, chamado Brauronia, em referência ao local onde era realizado. Este ritual tambvém era conhecido com o nome de Arkteia, em virtude da realização de danças que imitavam o movimento das ursas, chamadas em grego de arktoi.

De acordo com a mitologia grega, Ártemis é irmã gêmea de Apolo, e ambos são filhos de Zeus e Leto. Ela é a deusa da caça, da vida selvagem, da fertilidade, da virgindade e dos partos. Era representada pictoricamente através de uma jovem caçadora carregando arco e flechas. Há quatro mil anos atrás, os povos minóicos que habitaram a ilha de Creta antes dos gregos cultuavam Ártemis na forma de Potnia Theron, que significa Senhora das Bestas. Ártemis foi identificada com Selene, a deusa grega da Lua, pelo fato de ser representada com uma lua crescente sobre sua fronte.

Como muitos outros personagens da Mitologia Grega, Ártemis era filha de Zeus com uma mortal, chamada Leto. Grávida de gêmeos, Leto deu à luz primeiro à Ártemis, quem então a ajudou no nascimento de seu irmão Apolo. Por este motivo, ela é considerada a protetora dos partos. Mais que isso, Ártemis é a deusa grega que governa as transições biológicas femininas, desde antes da puberdade até o parto do primeiro filho. Não por acaso, a planta artemísia é muito útil para as mulheres, já que é considerada uma planta muito poderosa na regulação o ciclo menstrual e no alívio das cólicas.

Quando ainda criança, Ártemis pediu a seu pai Zeus que a concedesse seis desejos. O primeiro era o de permanecer casta durante toda a eternidade. O segunda era jamais ser entregue em casamento. O terceiro eram cães que a auxiliassem em sua caça. O quarto, cervos que guiassem sua carruagem. O quinto eram ninfas para serem suas companheiras de caça: 60 dos rios e 20 dos oceanos. O sexto e último era um arco prateado, semelhante ao do seu irmão Apolo.

A origem dos rituais iniciáticos ligados à Ártemis encontra seus fundamentos nos eventos que antecederam a Guerra de Tróia. O escritor grego Ésquilo narra que antes dos guerreiros gregos içarem suas velas para partir em viagem rumo à Tróia, com o objetivo de resgatar a bela Helena, o poderoso Agamenon, assegurando ser ele melhor caçador que a Deusa Ártemis, matou um cervo à ela consagrado.

Os gregos partiram em suas embarcações mas, ainda no início da viagem, o vento parou misteriosamente de soprar. Foi então que Calchas, o grande vidente, profetizou que a fúria de Ártemis, despertada pela morte de seu cervo consagrado e pelo orgulho de Agamenon, era a causa da ausência dos ventos, e que apenas o sacrifício de Ifigênia, filha do blasfemo guerreiro grego, serviria como justa reparação à ofensa.

As lendas contam que enquanto era levada ao sacrifício, Ifigênia lutou desesperadamente contra seu terrível destino, e nesta luta acabou retirando sua túnica cor de açafrão, revelando sua nudez. Contudo, no exato momento do sacrifício, Ártemis substituiu a inocente por um bode, levando a jovem para Brauron, onde deveria erguer um Templo em honra a Ártemis e ser sua guardiã, sacerdotisa e instrutora. Ifigênia recebia como oferenda os mais finos tecidos que tivessem pertencido às mulheres que morriam durante o parto.

As jovens que eram consagradas à Ártemis deveriam zelar pela sua castidade, ou acabariam sentindo o poder da deusa, assim como aconteceu com uma jovem sacerdotisa de Patrai. A jovem grega, sacerdotisa do templo de Ártemis, apaixonou-se perdidamente e levou seu amante para desfrutar dos prazeres sensuais no interior do Templo. Como consequência destes atos, Ártemis puniu severamente Patrai, a cidade onde ficava o Templo, impondo sobre seu povo um período de pestes e escassez de comida.

A dureza da pena foi justificada pela tripla violação da sacerdotisa. A primeira foi a violação dos padrões de pureza e santidade no interior do santuário. A segunda foi a violação da exigência de pureza sexual de uma sacerdotisa ao serviço de Ártemis. A terceira foi a violação do exemplo que a sacerdotisa dava à jovens, de se absterem de experiências sexuais antes do casamento.

O culto de Ártemis em Brauron era comandado pelas sacerdotisas da Deusa, e as jovens meninas que participavam deste culto eram selecionadas dentre as melhores famílias atenienses. O rito iniciático pelo qual estas jovens passavam era composto por três graus: arrhephoros (portadora de coisas secretas), aletris (moedora) e arktos (ursa).

Estes graus eram conferidos na medida em que as jovens gregas desenvolviam os primeiros sinais de sua sexualidade. Os ritos de cada um destes graus eram compostos por atividades que tinham como objetivo instruir a jovens sob o caráter sagrado da energia criadora que gradualmente expressavam através de seus corpos. As meninas arrhephoros eram as mais jovens, e nos ritos carregavam objetos sagrados, ocultos no interior de cestas, simbolizando a sexualidade ainda latente e não desenvolvida. No interior de seus corpos que ainda não tinham se desenvolvido sexualmente, havia a energia criadora, a sexualidade sagrada ainda em forma potencial.

As meninas aletris eram instruídas a moer sementes e produzir bolos que seriam oferecidos à Ártemis durante a cerimônia. Um pouco mais velhas que as meninas arrhephoros, as meninas aletris começavam a expressar através do corpo a sexualidade, tornando necessária uma orientação simbólica que as preparasse para as futuras etapas de amadurecimento sexual. Portanto, os desejos sexuais eram simbolizados pelas sementes, que deveriam ser trituradas para produzir alimento, pois eram ainda imaturas para produzir novos frutos.

As meninas arktos já alcançaram a idade suficiente para receber instruções que as preparariam para uma futura vida sexual ativa durante o casamento. Nas cerimônias de Arkteia, elas representavam as ursas de Ártemis, que significava serem consagradas à deusa. Duranto os ritos, elas dançavam e corriam nuas ao redor dos altares sagrados, expressando ao mesmo tempo a naturalidade e a sacralidade da sexualidade.

A artemísia é uma planta que carrega o potencial simbolizado por esta poderosa deusa dos tempos antigos. Seu aspecto mágico está ligado às forças naturais que gravitam em torno da feminilidade, em especial a fertilidade e a concepção. É por este motivo que o poder mágico desta planta pode ser utilizado, pois seu elemental mobiliza as forças ocultas da natureza de modo que o operador, guardador dos preceitos de Ártemis, encontre um ambiente fértil e seja capaz de dar à luz seus projetos e intenções.

O ritual elemental desta planta pode ser encontrado no livro Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática, de autoria de Samael Aun Weor.

Notas sobre a história moderna do gnosticismo

>Coluna: Cristiano A. Moretti, Artigos 25 Comentários »

A história do gnosticismo samaelita forma uma linha contínua desde os primeiros gnósticos anteriores ao surgimento do cristianismo até os adeptos dos dias atuais. Mas essa história é pouco conhecida entre os membros da corrente samaelita.
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Algumas orientações para a criação de novos grupos gnósticos

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Várias pessoas que entram em contato com as propostas do gnosticismo samaelita perguntam como podem iniciar os estudos ou estabelecer uma forma de estudo organizado em grupo e qual a metodologia indicada pelo sistema gnóstico para este fim. Diante disso gostaria de colocar algumas idéias e orientações simples que podem ajudar os novos estudantes ou grupos de estudo do gnosticismo a realizarem seu trabalho. Veja mais

O falso gnosticismo

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As pessoas que iniciam seus estudos sobre o gnosticismo samaelita normalmente tem a falsa impressão de que todo grupo ou instituição que diz ser “gnóstica” realmente o é e que o gnosticismo é um todo único, coeso e harmônico. Isso não é verdade. A grande maioria das instituições e grupos que se dizem gnósticos não o são e suas palestras e cursos pregam algo diametralmente oposto aos preceitos do gnosticismo. Veja mais

Escolas são jaulas?

>Coluna: Cristiano A. Moretti, Artigos 3 Comentários »

“As escolas são jaulas onde a mente cai prisioneira”
(Samael Aun Weor)

No início certamente as escolas podem ser instrumentos de grande utilidade para a consciência que carece de nível de Saber. Toda jornada prática exige muita base teórica para que seja empreendida com eficácia. Além disso a escola oferece um ambiente propício para testes, para experimentos, onde podemos testar, ousar, sem correr grandes riscos já que estamos sendo acessorados por professores mais experientes e por um grupo que nos dá suporte.

Mas quando a escola perde esse caráter de instrumento de apoio, quando ela se torna o propósito de nossa dedicação, então ela se converteu em uma jaula, em um falso ídolo.

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Princípios da Gnose Samaelita (II): Estrutura da Igreja Gnóstica

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Mesmo nascendo sob ideais de total liberdade institucional, durante a década de 60 os dirigentes do Movimento Gnóstico perceberam a necessidade da organização dos estudos gnósticos sob um sistema mais concreto pois eram muitos os estudantes que, devido a sua inexperiência esotérica, não sabiam como aplicar as técnicas do gnosticismo samaelita de forma efetiva.

As bases para esta estrutura já estavam todas disponíveis. O ritual fundamental do gnosticismo, a Missa Gnóstica, já havia sido publicada na década de 50 e, a partir deste ritual e de várias outras indicações ritualísticas foi estruturada a Liturgia Gnóstica. Esta liturgia estabelece a base organizacional e morfológica para os trabalhos práticos da Igreja Gnóstica nos Lumisiais.

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Princípios da Gnose Samaelita (I): Escolas e Dogmas

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Separei algumas citações de textos de Samael Aun Weor que nos ajudam a formar uma imagem mais clara da estrutura e da proposta do Movimento Gnóstico original. O gnosticismo não é uma “ordem” mas sim um “movimento” que reúne várias formas de aplicação de sua proposta. Sendo assim a liberdade e a flexibilidade são características fundamentais do Movimento Gnóstico e os trabalhos desenvolvidos pelos vários grupos podem, dentro desta proposta, assumir as mais variadas formas e estruturas. Mesmo assim uma observação dos princípios que fundamentaram as primeiras manifestações do Movimento Gnóstico é de extremo valor para a reflexão sobre os trabalhos desenvolvidos pelos gnósticos atuais.

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Modelo poliédrico da verdade

>Coluna: Cristiano A. Moretti, Artigos Comente »

Poderíamos comparar a verdade a um cubo com faces coloridas. Quando observamos tal objeto vemos apenas poucas faces ou até, dependendo da posição que tomamos em relação a ele, somente uma face. A menos que possamos tocar e manipular este cubo multicolorido não poderemos tomar consciência de todas as cores que ele possui ou conhecer o objeto como um todo. Nós o conheceremos apenas em parte.

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Manifestem-se gnósticos!

>Coluna: Cristiano A. Moretti, Artigos 9 Comentários »

Vivemos em um mundo dinâmico e veloz, onde as informações das mais variadas fontes são acessíveis a todos de forma rápida e barata. Não me refiro, aqui, apenas à internet e as facilidades que ela oferece. Mesmo para a produção literária os recursos que dispomos hoje nos oferecem um enorme poder de atuação. Este é o mundo da Era de Aquário.

Mas diante de tantas publicações, páginas na internet, livros, revistas, panfletos, textos e artigos podemos encontrar realmente muito pouco material de estudo e difusão do gnosticismo. As poucas editoras que se interessam em empreender publicações gnósticas limitam-se à edição de livros de Samael Aun Weor sem demonstrar qualquer interesse em publicar títulos que não os “clássicos”. As páginas na internet seguem o mesmo caminho limitando-se apenas a disponibilizar uns poucos livros para cópia eletrônica sem sequer se preocupar em traduzir os textos ou revisar os livros traduzidos (que geralmente são de péssima qualidade). Não vemos jornais ou revistas destinadas aos estudantes gnósticos ou à difusão do gnosticismo. Nem mesmo panfletos ou publicações mais simples ao estilo dos antigos “fanzines”.

Temos tanta facilidade, tantas oportunidades, e tão pouca vontade em divulgar nossos estudos ou mesmo expressar nossas idéias a outros estudantes.

Diante disso pergunto a meus Irmãos gnósticos: por que o silêncio?

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