Aprenda a Controlar suas Emoções
28/10/2008 Cursos See this post in EnglishPor: Giordano Cimadon.
Neste mês de Novembro, em Curitiba, a Associação Gnóstica promove curso inédito e gratuito “Aprenda a Controlar suas Emoções”. O curso é composto por 4 aulas; cada uma delas equilibra teoria e prática, para que os alunos possam aplicar de forma imediata o conteúdo ministrado.
A civilização moderna, ou pós-moderna como querem alguns, trouxe inúmeros benefícios tecnológicos que servem ao bem-estar e à comodidade do ser humano. Contudo, os estados emocionais parecem agir no sentido inverso, quando impedem o bom desenvolvimento das atividades cotidianas e a harmonia das relações com os semelhantes.
Preocupações, ansiedade, stress e depressão são apenas alguns dos estados emocionais vivenciados diariamente, em diferentes níveis, nem todos fáceis de se conviver. Uma alternativa para estas situações consiste em realizar uma transformação nos padrões emocionais, partindo do autoconhecimento, passando pela compreensão das emoções, de seu verdadeiro papel na vida íntima e social, chegando enfim ao completo controle dos sentimentos.
Você pode escolher entre duas TURMAS:
Turma 1: início na Quarta-feira, dia 19 de Novembro de 2008, às 19:30hs.
Turma 2: início no Sábado, dia 22 de Novembro de 2008, às 15:00hs.
Você pode fazer sua INSCRIÇÃO de três formas:
Forma 1: ligando para 3024-3717.
Forma 2: enviando e-mail para contato@gnostica.org.br e solicitando sua inscrição.
Forma 3: indo até o nosso endereço: Rua Marechal Deodoro, 252, cj. 1113, Centro, Curtiba-PR.
Não deixe para a última hora! As vagas são limitadas e as inscrições já estão abertas!
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Rede de Links no del.icio.us ou no Technorati











4/02/2009 às 13:43
Seria interessante se vocês pudessem disponibilisar esse curso atraves de CD e/ou DVD para que pessoas de outros locais possam ter acesso ao mesmo.Estou em vitória no ES.
18/04/2009 às 12:28
em sorocaba eu posso achar uma sociedade gnostica como faco pra ir ate la.
19/04/2009 às 18:25
Em Sorocaba tem o IGA – Instituto Gnóstico de Antropologia. Rua Sousa Pereira , 74 – Centro. Aulas aos Sabados as 15:00 hs. Fone (15)81392613
26/04/2009 às 17:28
Achei muito interessante a proposta de vocês, pena que não está disponível na internet. Pois gostaria muito de fazer esse curos. Moro em Fortaleza.
8/06/2009 às 16:42
Boa tarde….gostaria de manter contato para maiores exclarecimento sobre a gnose …e sobre o Samael…já participei da segunda camara aqi em Campos dos goytacazes no Rio de Janeiro, saido grupo …mas ainda me inquieto com a busca da verdade e continuo a procura …voltei e estou fazfendo um curso de readaptação e por isso gostaria de comentar algumas duvidas com vcs…grato Antonio Guerra.
26/10/2009 às 20:46
Sinto muita falta de uma unidade da Associação Gnóstica em Goiás… é uma pena!
2/11/2009 às 9:30
Curso de Gnosis no Brasil inclusive em vitoria-es informaçoes roberto.gnose@hotmail.com
16/11/2009 às 11:40
Apenas um alerta:
Existem muitas instituições que se dizem gnósticas, que utilizam os livros de Samael Aun Weor, mas que são, na verdade, instituições anti-gnósticas. Algumas se formam por pura ignorância e outras pela falta de escrúpulos de seus dirigentes.
Dado o fato da existência desse tipo de instituição falsa e que traz tanto dado psicológico a seus membros e ao grande número destas instituições recomendo a todos os que estão buscando o contato com um grupo de estudos do gnosticismo que tenham muito cuidado.
Conheço várias instituições que, em sentido esotérico, poderiam ser classificadas como criminosas.
A Associação Gnóstica e a Sociedade Gnóstica Internacional não pode garantir a qualidade ou avalizar em qualquer sentido os lumisiais ou instituições que não as que estejam devidamente filiadas.
Poranto tenham muito cuitado.
L. L. L. L.
Pan Veritrax
26/02/2010 às 11:39
Muito boa a proposta deste curso e necessária nos dias de hoje.Pensem na possibilidade de disponibilizar este curso na internet, a distância.Agradecida
18/03/2010 às 22:27
onde procuro estudo sou de caxias do sul estou em floripa gostaria muito de voltar meus estudos.obrigado
1/07/2010 às 13:51
PODEM CONFIAR
NO I.G.A. Instituto Gnostico de Antropologia
Mantém a Gnosis de Samael da forma como ele deixou, sem nenhum tipo de adulteração, deturpação.
Nas redondezas de Sorocaba, podem contatar o Jorge, em no litoral, em São Vicente têm o Antonio Luiz (Xuxu).
entrem no site http://www.igabrasil.org.br.
e peçam o telefone para contato.
1/07/2010 às 17:31
Caro Carlos Bunner,
É interessante ver alguém defender inequívocamente um Instituto de que faz parte ou que mostra representar pelas referências divulgadas, é bom revelar essas certezas quando nelas acreditamos sinceramente.
Mas ao mesmo tempo penso que Samael já tem instituíções a mais e talvez fosse mais conveniente unir que separar; repare que todos os grandes líderes que promoveram os seus ideais acalentaram-nos uma fonte aglutinadora para todos os seus seguidores, tentaram mais congregar do que dispersar.
A reflexão personalizada talvez garanta
mais a verdadeira revolução da consciência do que a disseminação de muitos institutos por inúmeros lugares. O Evangelho segundo S. João, Evangelista, e sem querer ser Biblista, dizia algures: “para que todos sejam um como Tu és em mim e eu em Ti”, ele sabia que a fonte era a mesma mas que o homem tinha tendência para a dispersão e separatividade.
Se porventura achar que este
é um meio propício para divulgar as ideias de Samael faça-o por este intermédio e conjugue o seu proselitismo com estas páginas, sem se desviar do propósito que o trouxe até elas, penso que será sempre bem vindo se vier por bem.
Abraço fraternal
Paulo Sérgio
2/07/2010 às 3:42
Olá a todos e espero que desfrutem de um belíssimo dia!
A despeito de algumas ideias, opiniões e temáticas difundidas neste e em outros sites coordenados pela Associação de Filosofia e Cultura Gnóstica, eventualmente distanciados dos preceitos aglutinadores dos consulentes destas páginas da Net, há que reconhecer que esta Associação tem empreendido variadíssimas e prestimosas realizações quer no exterior com seus encontros e cursos, quer a nível interno através da sua disponibilidade patenteada aqui neste site, franqueando livremente as portas dos seus canais formativos e informativos a todos, independentemente da proveniência de cada interveniente.
Tal desiderato mostra-se revelador de um exemplar desempenho de abertura plural, altamente meritório, no âmbito da divulgação dos estudos gnósticos e das suas mais diversificadas disciplinas auxiliares.
Todo o trabalho desenvolvido nesse contexto e a colaboração empregue nele, bem como a participação dos seus aderentes, revela o destacado papel desta Associação no capítulo da promoção dos conteúdos gnósticos facultados aos que ordeira e deligentemente procuram elevar-se pela investigação e intervenção maciças nos diversos eventos por si concretizados, dando azo a que a Gnose Samaelita ascenda condignamente no cômputo geral das múltiplas manifestações gnósticas existentes hoje em dia.
Bem hajam por promoverem todas estas vossas iniciativas e continuem no Bom Caminho da Nova Era Aquariana.
Abraço fraternal
Paulo Sérgio
5/07/2010 às 12:59
o grande problema das instituições que prega os ensinamento do vm.smael e que cada uma pensa que são dona da verdade.pensa que por algum motivo e melhor que outra
onde que todas depende de uma só coisa os conhecimentos de samael.
Por nenhum momento as pessoas pensa no próximo como irmãos e se joga-se uns contra os outros com uma desconfiança sem lógica.
Eu particularmente conheço diretamente todas instituição que prega a doutrina samaeliana,e conheço os problema de todas.
E posso dizer que,a causa dos problemas da gnose de samael e por causa do ego dos seus representantes e seguidores.
Estão presos a uma forma de ação doutrinaria que mais prende que liberta,a gnose de smaael cresceu e com isto dissipou-se no mundo,cada uma quer representá-la da mesma forma que foi representada por samael,querendo trazer par si a responsabilidade de levar a gnose com era antes.
Devemos lembrar o seguinte: que samael não fez uma gnose para representar a ele mesmo nom mundo,mas sim,para representar a própria gnose primitiva e verdadeira que em si e a causa de toda liberdade.
Todo verdadeiro conhecedor da gnose e um ser livre, e complacente a toda união por que reconhece os principio da vida por via do cristo.
A essência livre dos gnosticos e um tributo da própria consciência do principio cístico.
Porque vocês acha que os gnósticos primitivos eram considerado diferentes porque não se curvava-se as instituições governamentais do mundo.
A liberdade de todos esta no cristo, este nos liberta da matéria e do pensamento egoico da divisão.
Quanto ao termos uma representatividade unificada como tudo tem que ter no mundo para se alcançar um objetivo, devemos seguir uma ação primaria da própria lógica”a unificação da multiplicidade”.
Reconheço o iga como uma instituição que busca ser autentica e preserva uma linha de pensamento baseado na originalidade dos ensinamento de samael. E tenho certeza que as outras tambem traz esta preocupação de ser fiel a seu mestres.e porque não há a união entre seus discípulo.?
Eu conheço um auto conhecimento alem das fronteiras samaeliana posso me dar o luxo de dizer existe mais coisas alem da própria gnose de samael e seus seguidores não estão sabendo usar o bom censo em prol de uma nova cultura do auto conhecimento revolucionário.
Esta e a hora de todos mostrar uma maturidade e representar a verdadeira gnose ao mundo,e isto e realmente o que importa.
7/07/2010 às 17:57
Olá a todos!
Segundo o conceito de Aristóteles cada membro de uma classe tem a mesma natureza de todos os outros elementos dessa classe, o que corresponde à generalização. Os seres humanos teriam apenas uma só manifestação unitária e não mais, excluindo a diversidade idiossincrática de cada pessoa. Isto equivale a dizer que a minha religião ou filosófia são superiores a uma outra distinta da minha.
Nesta asserção não estamos muito longe do conflito existente, em tempos, entre Ciência materialista e Ortodoxia religiosa ou Espiritualidade heterodoxa, já que a verdade apenas teria uma só descrição, desencadeando dicotomias irreconciliáveis entre mente e coração.
Tudo isto acarretaria uma base dualista, o certo e o errado, o bom e o mau, clivagens que separariam, de forma indelével, o Espiritual do Inteletual e a superioridade de uma ideia vista como verdadeira por oposição a uma outra que, por não comungar dos mesmos postulados, seria considerada falsa ou menos válida. Resumindo, teríamos um pensamento hierarquizado fomentador de exclusões que pela seriação catalogaria, por ordem decrescente de importância, as diferentes visões de um fenómeno particular, marcadas pela exclusão parcial.
Perante a discriminação de tal procedimento, só nos restaria a mudança de atitude assente no conceito de imparcialidade face a duas pessoas que num mesmo grupo não precisariam de ser iguais, nem individualmente necessitariam de ter uma e a mesma opinião acerca de um ou mais eventos. Estaríamos assim diante da inclusão destituída de qualquer tipo de discriminação.
Humildade, ética, elevação espiritual, consciência desperta, fraternidade prática, amor incondicional e partilha responsável, seriam ferramentas imprescindíveis para eliminar de vez as diferenças abissais no seio das comunidades humanas sujeitas que estão, na maior parte das vezes, ao acantonamento discricionário em função de uma escala de valores assentes no interesse pessoal ou de grupo dominante num contexto egoico, de poder ou meramente lucrativo.
Abraço fraternal
Paulo Sérgio
9/07/2010 às 9:10
Ao falarmos de Gnose não podemos esquecer de um lídimo representante do Gnosticismo universal, Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, cuja pátria não era apenas aquela que o vira nascer mas o universo de que fazia parte e onde essa língua se manifestava numa comunhão transnacional.
Fernando Pessoa não foi apenas poeta, como gnóstico deambulou pelo íntimo de si próprio alcançando a “Índia interna”, aquele local que pela expansão marítima os homens ansiaram chegar materialmente mas que Pessoa atingiria pela descoberta como nauta interno, aportando no âmago de si mesmo, descobrindo-se ao navegar pelas ondas intimas da exploração intuitiva.
Estudou muito, investigou ainda mais, intuiu quase tudo, pensando nesse tudo como um todo a que pertencia rumando por inúmeras rotas sem destino fixo mas com um propósito definido, alcançar para além da dor os limites sensitivos do mar tenebroso do materialismo positivista da sua época.
Daí a importância de visitarmos Pessoa ciclicamente, então não se esqueçam do dia 20 de Julho pelas 14.30h no Rossio a caminho da Casa Fernando Pessoa, um caminho que alcançaremos pelas veredas desbravadas pelo poeta que pela Gnose inquiriu os tempos da sua encarnação e outros tempos do passado e do futuro por aportar.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
9/07/2010 às 16:58
Fernando Pessoa,além de um lídimo representante do Gnosticismo universal,e um dos maiores poetas da Língua Portuguesa,como diz o Paulo e muito bem,foi tambem um grande Pensador.
Ensinou-nos outra maneira de”Pensar”, alcançando a meu ver,não só a”India Interna”mas todo o Oriente,lá pensam respirando,escutando,desde a cerimónia do chá,até à recitação de orações fúnebres,a respiração é o ponto de partida.”Silêncio”.
O Ocidente pensa falando,muitas vezes manipulando,sem haver espaço para pensar,não quero dizer com isto, que não se deva falar na altura certa,pois a palavra quando necessária é sagrada.Todavia,devem ser feitas pausas para pensar,tal como o Paulo nos tem transmitido, em alguns dos seus textos,não ter medo dos medos,porque nós temos medo de pensar,medo do silêncio,medo de falar,medo de estar só,como o fazia muitas vezes Fernando Pessoa.
Quem não sabe estar só,e não sente necessidade de o fazer de vez em quando,nunca pode ser uma boa companhia,porque estar só é diferente de solidão.
Não é por acaso que Fernando Pessoa,é hoje um dos Poetas,Gnostico,Pensador,mais estudado em várias universidades do mundo.
Como eu gostava de ir convosco,visitar a casa de Fernando Pessoa,conhecer esse ambiente místico onde viveu,respirou, e tanto,tanto, pensou esse grande Homem!
Um abraço.
Lisa
10/07/2010 às 12:04
Olá a todos,
Espero que estejam a ter um belíssimo fim de semana e que o continuem a desfrutar da melhor maneira.
Retomando o meu anterior comentário, gostaria apenas de vos comunicar que a célebre cantora brasileira Maria Bethânia vai estar na Casa Fernando Pessoa no dia 21 de Julho para declamar poesia portuguesa, brasileira e de outros países de expressão portuguesa.
Assim sendo, será de todo conveniente alterarmos a nossa visita de 20 para 21 de Julho e aproveitarmos esta grande oportunidade de, ao visitarmos a casa de Pessoa, ouvirmos em simultâneo leitura poética feita por uma reconhecida artista do país irmão, que declamará também outros tantos poemas de poetas dignos de compartilharem com Pessoa este encontro poético em sua casa.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
14/07/2010 às 8:31
Se Aristóteles é o arauto da ciência mais terrena ou profana, Platão o mestre, aponta a sua atenção para o alto, para o que transcende, para a Essência de todas as coisas.
Platão foi professor na Academia que fundou no então terreno do ginásio de Academo,teve vários discípulos entre eles Aristóteles, seu apaniguado admirador que mais tarde divergiria do pensamento do mestre fundando o Liceu, antigo ginásio nos arredores de Atenas, (ver comentário anterior sobre Aristóteles).
Todos os Gnósticos deveriam ter como base de leitura filosófica, para além dos conceitos órficos e pitagóricos sobre a eternidade da alma, os Diálogos I (1) na obra de Platão “A República”, especialmente o seu livro VII (7)relativo à “Alegoria da Caverna” e os Diálogos IV (4), nomeadamente os capítulos referentes a Filebo, Timeu e Crítias.
Platão na “Alegoria da Caverna” contrapõe os homens acorrentados na caverna ao que se passa no exterior dela aqui tudo é resultado das ideias, ali, na caverna, o mundo é aparência vã, manipulada pela componente sensitiva. As ideias e a alma existem antes de nós e passam para outros corpos depois de nós. A alma é eterna e antes de estar num novo corpo ela comtempla as ideias que através da remeniscência, (lembrança) reconhece como realidade perene quando desceu a esse corpo.
O maior prazer para Platão é o conhecer como sinónimo de virtude, pois o conhecimento pressupõe o verdadeiro conhecimento do Bem como antípoda do vício, resultado da ignorância, daqui se depreende a dicotomia entre o Deus Bom que não criou o mundo e o Demiurgo, deus subalterno, obreiro do mundo material sob domínio do espírito malévolo.
O tempo e as sucessões revolucionadas das várias eras são medidos pela marcha dos astros, vistos como deuses que orientam os caminhos, nossos e de todos os elementos que constituem o universo, almas onde a inteligência gira circularmente, associada às energias celestiais dimanadas pelos diferenciados propósitos de cada astro.
Para Platão a memória explica o desejo, os maiores prazeres vêm a seguir aos desejos mais violentos que são pagos pelas mais vivas dores. Prazer e opinião são duas faces de uma mesma moeda, equivalem à falsidade pois são protótipo de uma vida desregrada, sensualista, oposta à existência regrada de uma vida sábia que nada pretende em excesso. Só devemos pois apoiar os desejos que favoreçam a saúde e a temperança
Platão menciona também a Dialética da Consciência, a suprema ciência entre as demais, ciência imparcial do conhecimento certo do Ser que procura o eterno e o imutável das coisas como verdadeira ciência que é, oposta às antíteses e sínteses da transitoriedade e do mutável provenientes do cientifismo profano, preocupado apenas com a satisfação das necessidades vulgares da vida.
Não podiamos acabar esta resenha sobre Platão sem focarmos o mito da Atlântida.
Como é do conhecimente de todos, Platão foi o primeiro a apontar nos seus escritos a existência deste grande continente na zona do presente oceano Atlântico, segundo informação dada por um velho sacerdote egípcio aquando da deslocação do filósofo a estas paragens do oriente médio, à zona onde a sociedade Akaldana (atlante) tinha erigido, em tempos, uma Universidade na qual a Astrologia era o principal motivo dos estudos. Os 4 elementos (fogo,ar, água e terra) representados na Esfinge, eram a origem da composição do mundo, tendo concebido o círculo, a forma esférica mais perfeita de todas, representativa dos astros bem como do espírito e servindo de base ao zodíaco nos estudos astrológicos.
Platão considerava que as doenças apareciam quando os 4 elementos estavem em excesso ou defeito e a perversidade seria um desequilibrio dos 4 elementos adicionada a uma má educação. A saúde seria então a boa proporção entre a alma e o corpo, exercitando-as, a primeira através da música e da filosofia, a segunda pela ginástica e pelos longos passeios pedestres.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
14/07/2010 às 18:29
Excelente,esclarecedora,profunda,pertinaz e bela, esta Dissertação Filosófica de Gnose!
Um abraço fraterno.
Lisa
15/07/2010 às 11:21
Achei superior esta sua dissertação.
Um abraço fraterno,
Isabel
15/07/2010 às 19:38
Tem muita razão Lisa, Pessoa intentou ultrapassar os medos que o contornavam esventrando-os pela lucubração profunda da sua pesquisa, sem fronteiras internas nem cancelas impeditivas de alcançar o recôndito da procura ou as metas nunca alcançadas antes dele. Tudo passava pelo seu crivo sem dar atenção aos dogmas que o ferissem no seu desbravamento ininterrupto, na ânsia desmedida mas, ao mesmo tempo, tranquila de atingir o seu famigerado galardão de felicidade pessoal, anúncio da descoberta sem limites de outros tantos horizontes, reinícios de novos rumos desprovidos de um fim de terra ou de mar desligado.
Em relação às vias utilizadas pelo mestre e pelo discípulo, são dois modos de se confrontar com a vida: o primeiro mais atinente à Essência de tudo o que nos envolve, o segundo imiscuíndo-se no que é utilitário, obtendo a satisfação pelo resultado prático de cada conclusão.
Platão voltado para o incomensurável e eterno, prenúncio de todos os fundamentos da Gnose, Aristóteles orientado para o usufruto das conclusões imediatistas de pendor dogmáticamente unitário.
Abraço fraterno
Paulo
17/07/2010 às 9:10
Outro grande Gnóstico francês, René Guénon, terá forçosamente de ser mencionado aqui, na sequência dos conceitos órficos, pitagóricos e dos livros de Platão, já anteriormente referidos, e que tanto contribuíram para o desenvolvimento da Gnose ao longo das diversas eras.
René Guénon contrapõe dois mundos que segundo ele caminham para posições contrárias, denegrindo a orientação evolutiva da humanidade, o qualitativo por oposição ao quantitativo, dois extremos que se antagonizaram irremediávelmente, segundo ele, no mundo moderno, equivalentes por um lado, ao reflexo do Deus Supremo infinitamente bom, por outro, ao Demiurgo obreiro de toda a matéria perecível.
No seu Livro “O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos”, René Guénon denuncia a agitação niilista vã assoberbada pelo que apenas é mensurável, numa apoteótica sagração do quantificável, éfigie dos tempos presentes só comparáveis à premonição concebida pela revelação hindu do Kali-yuga, evocando a destruição irreversível da qualidade vivencial de uma humanidade exclusivamente tecnocratizada.
Se os homens pudessem observar, com olhos de ver, para onde se dirige e para onde se encaminha o dito mundo moderno, este deixaria de existir como tal. Ao chegar a um ponto limite de paragem a descida fica completa, um ciclo cede a outro, mas até que ele chegue completamente a esse nível as coisas não poderão ser compreendidas pela generalidade das pessoas.
A tradição é substituída pelo tradicionalismo rotineiro, o simbolismo destronado pelo imediatismo sem conteúdo, num emaranhado quantitativo de esteriótipos que vão esvaziando o sentido arquetípico da existência elevada do ser humano. Os números, encarados como apenas somatório aritmético ou estatístico de sociedades engarrafadas em circuitos aparatosos de consumismo desenfreado e especulativo, falseiam a essência pitagórica dos primórdios da numeração, encarada originalmente como explicação qualitativa e causal de toda a realidade.
As ciências profanas, para René Guénon, não passam de meros “resíduos” degenerados das antigas ciências tradicionais, deixando escapar o que é essencial, princípio que as ciências tradicionais elegiam como fonte primordial da génese de todo o conhecimento. A geometria de hoje difere da geometria sagrada inicial, como na Alegoria da Caverna de Platão,onde a realidade nega a verdade que se esconde para além do mensurável, do quantitativo, do aparente, assim concebido pelos prisioneiros da caverna que apenas vêm sombras julgando serem reais e para quem a essência é apenas fantasmagórica.
A multiplicidade principal está inserida na verdadeira unidade metafísica, as unidades aritméticas estão ao invés contidas numa outra multiplicidade, a de baixo, quantitativa. A do alto é a multiplicidade qualitativa, conjunto das qualidades ou atributos que compõem a essência dos seres e de tudo o que nos rodeia. A isto chamamos nós conhecer a verdadeira sabedoria que advém do extra-sensorial, que ultrapassa o observável pelos 5 sentidos que apenas nos dão uma interpretação fragmentária conforme as épocas em que é sintetizada.
Abraço fraterno
Paulo
23/07/2010 às 22:15
A Astrologia, como ciência dos astros, é muito mais que uma ciência, ela extravasa o âmbito do meramente curricular ou da concessão de graus académicos, ela pressupõe um conhecimento vivenciado, mais que explanado, adquirido pela essência da própria sabedoria ancestral e eterna, muito acima de teses ou antíteses formuladas por conhecimentos empíricos, através de vias intelectuais desprovidas de espiritualidade.
A Astrologia faz-se perscrutando o supra-sensível associado a milenares conceitos que povoam o inconsciente colectivo, fundamentando-se em arquétipos simbólicos que a têm feito vibrar ao longo dos séculos, em simultâneo com a caminhada histórica da humanidade.
Ela não pretende advinhar nem filmar passados antes do presente iniciado neste contexto existencial, procura, sobremaneira, libertar o Ser recôndito para além das aparências cerceadas por condutas ou limitações que não se justificam pela mera retórica encantada ou por hipotéticas imagens de antanho revisitadas, mas que apenas se esgotam através de uma profunda alquimização desenvolvida pelo desbravar holístico no âmbito do círculo zodiacal, operando transformações pela especulação intuitiva de quem sabe ler o que o mestre ainda não escreveu.
Já agora e na sequência disto, não se esqueçam de ler um belo livro de Maria Flávia de Monsaraz: “17 Entrevistas e 1 poema” também ele expresso por um Mestre interno desta grande senhora da Astrologia, onde destaca a sua inolvidável experiência no Congresso de Astrólogos no Rio de Janeiro. Ficarão a saber mais desta sabedoria milenar e das causas da decadência da cultura dos povos ou de um povo face às orientações menos bem ou mesmo mal conduzidas.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
26/07/2010 às 10:43
Olá
Sem o conhecimento amadurecido de nós próprios, tendo como pano de fundo a essência especifica pela qual nos podemos autónomamente apreender, revisitando-nos com clareza, através da conjugação responsável das energias que transportamos de experiências presentes e passadas, pouco ou nada poderemos saber sobre nós mesmos.
Os 4 elementos (Fogo, Ar, Terra, Água) evocados por Platão nos seus Diálogos IV (4), requerem uma análise circunstanciada, de forma a conseguirmos estabelecer um auto-conhecimento e, à posteriori, uma constatação de determimadas circunstâncias que poderão aparecer intempestivamente na realidade do nosso dia a dia.
Equilibrando essas harmoniosas ou desarmonizadas energias, alcançaremos o estado de plenitude que nos possibilitará ultrapassar situações menos confortáveis da nossa psique, bem como momentos inconvenientes em nossas experiências relacionais.
Tudo pressupõe uma profunda e genuina alquimia transmutando o chumbo em ouro, passando de uma alma deserdada dos seus fundamentos para uma espiritualização acrescida que vivifique o propósito correspondente ao lugar que nos pertence inequívocamente.
Isso representa procurar pela consciência os princípios arquetípicos que estão na origem de todas as manifestações mais recônditas da nossa alma, eliminando os medos que estão subjacentes aos motivos inesperados de cada pensamento menos lúcido ou incómodo.
Uma pessoa é um mundo e esse mundo tem uma estrutura própria que precisa de ser deligentemente cuidada, exigindo uma observação experiente e intuitiva que abarque os vários elementos constituintes, responsáveis pelas diversas atitudes conducentes às melhores e piores reflexões do momento. Nesse sentido a Astrologia ajuda-nos a deslindar o mistério que nos ensombra a claridade desses propósitos não devidamente consciencializados na altura em que se manifestam.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
5/08/2010 às 18:15
Não poderei deixar escapar a oportunidade para vos transcrever um belo poema que encontrei na contracapa de uma revista sobre Filosofia da Editora Escala Ltda. de S. Paulo (Brasil). O poema é de autor desconhecido mas podia ter sido escrito por muitos poetas ou até filósofos, poderia ter sido feito pelo poeta-gnóstico Fernando Pessoa mas não, foi por um anónimo e versa assim:
“Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escreveres que me amas,
acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela,
eu a sentirei junto comigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares,
eu saberei, mas se a descreveres no papel,
o seu peso será menor”
…e assim são as palavras escritas:
possuem um magnetismo especial, libertam,
acalentam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade
de em poucos minutos cruzar mares,
saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o Autor,
mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será
eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.
Viva o amor com palavras faladas e escritas,
mate saudades, peça perdão,
aproxime-se, recupere o tempo perdido
Insinue-se, alegre alguém,
ofereça um simples “bom dia”,
faça um carinho especial.
Use a palavra a todo o instante, de todas as maneiras.
Sua força é imensurável.
Lembre-se sempre do poder das palavras.
Quem escreve constroi um castelo,
e quem lê passa a habitá-lo.”
Abraço fraterno
Paulo Sérgio
5/08/2010 às 21:40
Tenho notado ao longo dos diversos comentários enviados que os mesmos são dirigidos para uma lista já bastante extensa, na sequência de um anúncio sobre um curso ministrado há alguns anos, em 2008, sobre “Aprenda a controlar as emoções”.
As emoções mais ou menos exacerbadas, não são apenas resultado dos índices de agitação que fervilham em nossas sociedades, cosmopolitas e turbulentas no emaranhado velocipédico e ruidoso deste crescente processo produtivo, quantas vezes insustentável e indiferente ao desenrolar desumanizante do sistema desenvolvimentista em curso.
As emoções são, de igual forma, apanágio de certas estruturas energéticas que alguns indivíduos, mais do que outros, transportam em si, proveniente de vidas passadas e que nesta encarnação se transmutaram em karmas específicos, aguardando uma tomada de consciência por parte dos interessados, no sentido de transformarem essa realidade numa outra mais salutar.
Claro que este caminho de melhoria não é fácil, exige um grande esforço pessoal de abnegação indómita para que tal transformação qualitativa se opere, dependendo da própria idiossincrasia da pessoa em causa que não se compadece com fortuitos passos de magia, via fórmulas ou receitas emitidas por campanhas de formação céleres incapazes, infelizmente e na maior parte das vezes, de promoverem as curas milagrosas prometidas.
A Astrologia será um método de auto-conhecimento do indivíduo, através dela poder-se-á saber as causas astrais relacionadas com as emoções, se elas estão ligadas ao elemento água em excesso no zodíaco, verdadeiro documento de identificação interna e, posteriormente, após uma profunda consciencialização, desencadear um processo alquímico que leve o indivíduo a regenerar-se pela manipulação consciente das emoções naturais ou esporádicas despoletadas em si, de forma violenta ou dramática.
Todo este trabalho interior requer grande força de vontade, mais da pessoa em si, do que dos mecanismos extrínsecos que prometem panaceias para todos os males. Só por uma profunda auto-análise introspectiva se pode avaliar da intensidade das consequências que as emoções acarretam e apenas assim poderemos perceber o alcance da psicologia revolucionária de Samael, a fim de entendermos a necessidade de uma atenção aplicada a cada gesto, palavra ou sentimento propalados nas diversas atitudes assumidas.
Porém, o mais importante situa-se não só na tomada de consciência mas, acima de tudo, na compreensão de nós mesmos através de uma leitura detalhada do nosso mapa astral onde localizaremos as fontes promotoras das tais emoções e a forma de as alquimizar, responsáveis de inúmeros fenómenos desinquietantes e perturbadores das sensações, quando ainda não devidamente auto-lapidadas em contextos relacionais específicos.
Abraço fraterno
Paulo Sérgio