A Gnosis em Guerra nas Estrelas
7/05/2008 Artigos See this post in EnglishPor: Giordano Cimadon.
Um dos aspectos mais importantes da Gnosis é a sua Universalidade, que permite que suas caracterÃsticas essenciais sejam reconhecidas em praticamente todas as manifestações religiosas e mitológicas do planeta, inclusive nos mitos modernos que hoje são reconstruÃdos e disseminados por um dos mais poderosos meios de comunicação: o cinema.
Aguardem…
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4/06/2008 às 0:07
Já estou sem unhas!!!! Aguardando o texto estou…
11/06/2008 às 17:06
Há muitas idéias interessantes na mitologia de Star Wars que podem ser ligadas diretamente à mitologia gnóstica samaelita.
Um momento que acho bem interessante é a “iniciação” a que Luke é submetido quando é instruido pelo Yoda, entrando na caverna e enfrentando a si mesmo (”- O que há lá?. – Apenas o que levar com você…”). Esse processo enfrentar a si mesmo na caverna é tratada como uma espécie de “iniciação Jedi” no universo expandido de Star Wars e ilustra muito bem, na minha opinião, o processo de auto-enfrentamento a que todo gnóstico se lança quando aceita trilhar a jornada do Despertar.
O simbolismo envolvido na idéia da Força é bem óbvio e batido. Mas, mesmo assim, traz momentos bem interessantes. As primeiras instruções que o velho Ben dá a Luke enquanto vão para Aldebaran demonstram o forte valor que os Cavaleiros dão à intuição. Essa ligação mais “sensitiva” com a Força, que poderiamos ligar quase que diretamente à idéia de Luz Astral, é inspiradora (”- Forte aliada minha é a Força.”)
A idéia de Luke lutar contra o próprio pai me lembra um pouco o simbolismo de Lancelot, o cavaleiro de armadura de prata, e de Galahad, o cavaleiro de armadura vermelha. Sempre vi Galahad como a “encarnação” redimida de seu pai Lancelot. Um processo de remissão é o que ocorre com os Skywalker e me pergunto quem dos dois cumpriu a professia de trazer harmonia à Força. Anakim teve que viajar ao Lado Negro mas foi Luke que o trouxe de volta permitindo o estabelecimento da harmonia e cumprindo a professia. Isso não lembra o próprio processo proposto pelo gnóstico que busca redimir sua Gota de Luz fazendo-a transcender o Lado Negro a que foi entregue sob os Éons do Obstinado – o Senhor Deste Mundo nos textos BÃblicos ou o Imperador no universo Star Wars – e retornar como um legÃtimo Cavaleiro Jedi, como Cavaleiro da Távola na Lenda de Arthur, como Mônada Liberta, como Alma Cristificada.
A mecanicidade do mundo do Demiurgo se mostra no lado robótico de Darth Vader e de Luke, que por sua afobação, trilhou pelo mesmo caminho… Afinal Luke mostra vários traços de sedução pelo Lado Negro da Força. Afinal ele represente o próprio herói da jornada que, sob uma ótica filosófica, somos nós mesmos enquanto mônada. Mas Luke consegue trancender a mecanicidade e redimir a de seu pai. Conseguiremos fazer o mesmo nós que trilhamos pelas veias obscuras da criação de Ialdabaoth?…
Muitos outros momentos interessantes me vem a mente mas já estou divagando demais…
Vou assistir os filmes de novo. Mas se essas idéias já saltaram a mente imagino o que sairá de uma sessão voltada a verificar o simbolismo de Star Wars… Não fiz isso ainda mas vou esperimentar…
E ainda tem todo o potencial de estudo das histórias comparadas à mitologia clássica, ao Anel do Nibelungo, à teoria da Jornada do Herói e à inspiração inicial dessa coisa toda que é a saga do Senhor dos Anéis. Sem contar em possÃveis analogias a idéias da psicologia e de várias religiões tradicionais…
É… Star Wars é bem legal…
Espero ansioso pelos artigos sobre o tema pra podermos trocar uma idéia sobre isso tudo.
Que a Força esteja com vocês.
Pan Veritrax